10/09/2010

Realizada limpeza química da caldeira de Candiota III

A caldeira da usina de Candiota III (Fase C), projetada para uma produção nominal de 1100 toneladas/hora de vapor, foi submetida a tratamento para a remoção de graxas e óxidos provenientes do processo de fabricação e montagem. A limpeza foi aplicada ao interior das tubulações que receberão calor para o aquecimento e evaporação da água (economizador, paredes d'água e balão).

O procedimento é denominado “Limpeza Química da Caldeira”, e divide-se basicamente em três etapas: limpeza alcalina, limpeza ácida e passivação. Após cada etapa, são feitos enxágues, para remoção dos produtos utilizados e resíduos do processo.

 

Cuidados com os efluentes do processo


Os efluentes gerados na limpeza química foram neutralizados com a adição de hidróxido de sódio e hidróxido de cálcio, e, após este tratamento, enviados para a bacia de decantação da usina, tudo em conformidade com as exigências de cunho ambiental.


Confira o processo de limpeza:


Primeira etapa: limpeza alcalina - tem a função de remover os óleos e graxas comumente encontrados após a montagem da caldeira, e para tal, utiliza-se um produto surfactante (auxiliar de remoção) e fosfato nas formas di e tri sódico (Na2PO4 e Na3PO4), que em solução aquecida circula na caldeira removendo todo o material graxo. Após a aplicação, a caldeira é drenada e enxaguada. O procedimento foi realizado na madrugada do dia 1º de setembro e por motivos de segurança os enxágues seguintes foram finalizados no dia 3.

Segunda etapa: limpeza ácida - esta é a etapa crítica da limpeza química, onde o ácido fluorídrico (HF), juntamente com um inibidor de corrosão, é adicionado em solução aquecida para realizar a decapagem do metal, ou seja, para remover os óxidos metálicos no interior da parede dos tubos. A etapa seguinte deve ser imediatamente realizada pois o metal fica totalmente exposto. O procedimento foi realizado na madrugada do dia 7 e a conclusão dos enxágues no final do mesmo dia.

Terceira etapa: passivação - nesta etapa se obtém a formação de uma película protetora no interior da tubulação da caldeira, por meio de uma camada de magnetita (Fe3O4). O trabalho foi realizado na madrugada do dia 8 com a adição de ácido cítrico para remover os óxidos de ferro já formados após a limpeza ácida e mantê-los em solução. Em seguida, o pH foi elevado com a adição de hidróxido de amônio (NH4OH) e adicionado nitrito de sódio (NaNO2) que serve como agente oxidante, que prioriza a formação da magnetita nas paredes internas da tubulação da caldeira. A drenagem da solução teve seu término no dia 8.


No dia 9 de setembro a instalação foi inspecionada para avaliar a formação do passivante, pela equipe técnica da Citic, da CGTEE e do Consórcio, sendo constatado resultado satisfatório. No momento, a caldeira está drenada. Os componentes internos, que foram retirados para a realização da limpeza química, foram recompostos e os sistemas provisórios retirados.